E
com o tempo, me tornei uma pessoa mais seletiva, aquelas amizades
fúteis que eu tinha já não me interessam mais, as músicas ruins não me
completam e o amor, o amor só se for real.
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está
no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta
que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a
felicidade.
Se quiséssemos ser apenas felizes, isso não seria difícil. Mas como
queremos ficar mais felizes do que os outros, é difícil, porque achamos
os outros mais felizes do que realmente são.